no escuro e nublado do lá fora claro dia.
Passei por rostos - apagados pelo negrume de meus olhos cegos
ceguei-me naqueles rostos como se não visse nada
e nada vi.
Não olhei-me no espelho; não de verdade.
Apaguei-me ainda em claro
suspirei os males da vida por algumas curtas palavras,
quase cheguei
a quase precisar de um drink...
Lenta e continuamente procrastinando a razão com o coração,
lenta e dolorosamente incluindo-me num redemoinho cinzento de desesperança em pó.
E cá estava eu
em meu conformismo calmo e agonizante,
a garganta seca no impasse
do perdão ou da culpa de sua memória de engolir-me as emoções
e acumulá-las
e guardá-las presas contra mim
quando inadvertidamente ele veio -
um sorriso!
Aliviou-me o espírito cansado de quase uma semana de realidade postulada.
Provocou-me uma certa vontade de gostar mais da vida,
mesmo que não seja fácil...
A arquiteta de toda a situação?
Uma certa amiga,
amiga certa,
na desenganada errante hora,
no errado certo dia.
Um certo sorriso certo.
Obrigada, May. :)

Um comentário:
Mariia... tão bonito isso, sabia (:
Beijão
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