quinta-feira, 4 de outubro de 2012

no chat com a irmã...


Eu:
(...)
tô num mini-ataque de querer ~pop-up~ em algum lugar totalmente desconhecido, um campo, uma estrada, tomar banho de chuva, caminhar sem destino, sem saber se estou sozinha ou se tem quem comigo... Kimbra me faz bem e mal de um jeito tão estranho. deve ser a chuva...
(: (...) noite, vento quente, vento gelado, chuva quente, natureza, mesmo que só um pouco... pés descalços na estrada de terra que dá vista prum descampado lá embaixo... me entregar pro acaso. (...) um momento de abstinência do resto da humanidade, por puro egoísmo de salvar minha sanidade.


meu muito obrigada à Kimbra, à ameaça de chuva e à minha irmã por afinidade, menina Ariano ariana. :)

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

tell yourself

she never wanted you to leave.
she only needed it.

sexta-feira, 4 de março de 2011

desabafo numa página de agenda

...eu precisava me explicar pro poema que escrevi; não quero que ele me entenda mal... entende?

De mais velha data

Flor intocável, pesar tanto que sinto
teu mundo é tão outro, e quis a vida que nossos caminhos
se tocassem apenas...
se te vejo é para ter-te longe
se me tens presa é com teu cheiro
teus lábios de cor-luz como brisa tocam-me doces,
mas já é noite
e consigo se vão, visitar outros, sorrir a outros, tocar outros...
A língua tua que não compreendo, novamente
diz-me sempre coisas lindas
e durmo em paz porque em paz me deixas;
ensina-me a vida a olhar-te
e só
[a] continuar...
e fico.
E vais.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sexta-feira, só.

Nove da noite.
Verão fresco, ventilador ligado,
monitor aceso, mostrando-me minhas letras inventadas...
o chá de hibisco e rosas sangra muito rubro na água fervente;
esvazio a xícara como se me esvaziasse
e esqueço
o que eu não queria me lembrar.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Laurie Anderson, salve-me.

Novamente nada inspirada,
na tentativa meio frustrada da escrita,
induzindo um fluxo de palavras através de boa música
sem vinho, sem regalias
a chuva lá fora,
o mundo lá fora e eu aqui...
...perdendo minha poesia para o tédio.
De novo para o maçante tédio.
Por favor...
Dia,
aconteça.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

hormônios, deixem-me por cinco minutos.

...é claro que isso tudo é perfeitamente explicável e que passará em uma semana, por aí...
mas acontece que meu pessimismo, que não cala a maldita boca, sempre acha um buraquinho por onde sussurrar, "você já passou por isso antes, né. lembra de como acabou..?" e é claro, é claro, que eu não consigo evitar de escutá-lo, o bandido. é claro que não consigo deixar de lembrar o quão terrível [terrível não parece uma palavra forte o bastante, mas é perfeitamente cabível] foi aquele pós... e de imaginar o quão pior seria [seria? será? odeio suscitar essa dúvida] reviver aquilo, tão terrivelmente maior, agora ou então, pela segunda vez. maldição de sorte de ironia.
...hm, mas espera. pra quê estou escrevendo isso daqui, mesmo? era pra piorar..? ..é... é, deve ser. mas que merda. funcionou.

...

...não, nem queria falar com ela, mesmo.