terça-feira, 14 de setembro de 2010
noite, 01/09/10
Dei-me uns instantes em frente ao velho espelho manchado que há em meu quarto; olhei para além daquele vidro empoeirado esperando ver o que costumo entender pela minha prórpia imagem, mas eis que me deparei com outro alguém - outro eu, praticamente uma criança, que me encarava fixamente, de modo estranho, com aqueles olhos vivos que as crianças tendem a ter... por algum motivo me inibiram e perdi a coragem e disposição de encará-los. Agora escuto quieta, ao pé do criado-mudo improvisado que me serve de apoio, o riscar insistente do grafite sobre o papel... sinto calor, e sinto que não é o tipo de calor que até tão pouco tempo (e tão pouco mesmo!) eu costumava sentir... estou em silêncio por fora e em silencioso rebuliço por dentro. E imagino que nunca tenha "autopsicografado" desta maneira... curiosa, esta vida. Muito curiosa...
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