terça-feira, 17 de agosto de 2010

sem título, já que nada se encaixa.

basta, preciso me conter;
mais um descuido e explodo.
uma pausa aos suspiros,
senão pereço.
o mal que me acomete já não é o mesmo de antes -
é quase que feito de carne e osso,
um sonho relutante em ser sonhado
e ao mesmo tempo um pedinte desesperado -
artista de rua
à rua fadado
procurando em mim seu público...
não, não.
o que preciso, creio
é mais espaço
espaço
para me ver inteira, acalmar
a veia que me salta fora
violenta
como que buscando ar
afobada em sua ânsia à menor menção de um nome (o dela)...
o pequeno mundo que ali se firma para garantir a continuidade do (m)eu,
rijo, latente, surpreendentemente vivo,
rebela-se contra qualquer outro toque, tão perdido está em si mesmo...
e continua: faz-se por outros caminhos se preciso lhe for
para enfim afogar-me em seu naufrágio premeditado -
essa secura que é a distância
que separa o eu de nós duas.

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