[antes de mais nada, poetizando com o título...]
devaneios
passados
ainda
presentes
[ps: como odiei a forma do verbo com zê, passo à irreverência de poetisar com ésse. Minha auto-licença poética.]
Ocasionais explosões internas, paixões inesperadas, o perfume de pétalas de flores inexistentes... a exploração dos próprios limites é quase que tímida, a respiração silenciosa, a alma de minha alma busca fôlego para mais um último mergulho no lago quieto, escuro, da imensidão infinitamente inexpressiva que se esconde por trás da verdade em meus olhos velados...
[16/11/09]
...e se a hora de agir, mudar, sentir, vier-me isenta de dor, ainda ela
ou antes eu
não estarei pronta a passar por tanto...
a vida há, sim, de me ensinar a vivê-la; mas sou eu quem vai trilhar as possibilidades de seus caminhos -
como, quando e por onde o acaso vier me encontrar...
[17/11/09]
porque a parte mais terrível da vida é aquela em que a gente percebe o que está de verdade acontecendo...
[novembro de 2009]
[alma pintada]
o sol se põe e nos deixa à deriva; na escuridão. Pode-se aguentar, mas até que ponto? Belíssimas sombras, cadentes lumes as projetam no vertiginoso abismo da alma tranquila... serenos seremos; ser-e-nos; nossos próprios quadros pintados com sangue de outras vidas... tudo, assim, retratado em insuportáveis tons de lápis sanguínea.
[novembro de 2009]
eu, fruto de mim mesma
sorvendo o néctar puro,
as sensações, intocáveis pelos dedos,
apenas compreendidas pela alma...
[novembro de 2009]
Mas se tantos fragmentos saltam, escapam-me das mãos, pelas pontas formigantes dos dedos... se então eles se tornam livres, fortes por si só, o que há de ser de mim? Serei a origem das ideias, que se desprendem impiedosamente, abandonam-me; a vida vivida por outras, a materialização e condensação de pensamentos, conectados a mim por um tênue fio de luz...
[novembro de 2009]
talvez-oração
fazer valer tudo o que valer ser feito. Fazer valer o tempo. O tempo. Saber tomar as próprias rédeas, não recear em sujar as mãos de tinta, poetisar em toda e qualquer forma de arte - a linguagem da alma... abrir as portas e janelas, aerar-se, flutuar... voe. Voe, alto, mais alto, sonhe, crie... ame, porque o amor é o mais forte de todos os sentimentos, sendo feito de todos.
[novembro de 2009]

2 comentários:
Uma altoanálise a altura de quem está sendo analisada. Que bonito.
Ah, que linda. Obrigada, quase-xará. :]
Postar um comentário